A lenda do Café

Registrada em manuscritos do Oriente Médio, na região de Kaffa em 575 d.C., a lenda do café conta que um pastor chamado Kaldi notou que suas cabras ficavam cheias de energia depois de mastigar frutos amarelo avermelhados, muito abundantes na região.

A história do Café

Originário da Etiópia, região africana, onde era conhecido por suas propriedades estimulantes, o fruto era consumido como alimento de forma in natura pelos humanos e animais que acompanhavam as caravanas. Aproximadamente 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água. Somente no século XIV o processo de torrefação foi desenvolvido e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje.

Regiões produtoras

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e um dos maiores exportadores graças a diversidade da fauna, flora, costumes, sotaques e sabores regionais. Cada região produtora possui diferentes perfis, descubra as principais características de cada uma.

cerrado baiano

Apesar da longa história da cafeicultura no País, as primeiras mudas de café para cultivo comercial chegaram ao Cerrado Baiano em 1993 – com destaque para a produção de cafés irrigados, dando início a uma das mais novas regiões produtoras de café no Brasil. Os cafés são produzidos em condições de temperaturas médias (24ºC), sem riscos de geadas. Devido às poucas variações de temperatura o cafezal quase não sofre interrupções no desenvolvimento durante a formação e/ou ciclo produtivo. O café produzido na Região Oeste da Bahia é reconhecido pelo sabor agradável, com bom aroma levemente frutado e floral, com excelente doçura e boa acidez.

Cerrado mineiro

A primeira região brasileira a ser demarcada com denominação de origem para o cultivo dos cafés de alta qualidade. Localizada no noroeste do estado de Minas Gerais com altitudes que variam entre 800 e 1.200m, tem um clima bem definido: verão quente e úmido e inverno ameno e seco. As principais características da região são cafés encorpados de aroma intenso e caramelado, com acidez cítrica e finalização prolongada. Como a sua área geográfica é extensa, propicia uma ampla gama de sabores e aromas.

Espírito santo

Na primeira metade do século XIX as lavouras de café no Rio de Janeiro foram avançando até cruzarem a fronteira do Espírito Santo, começando assim a cultura cafeeira neste estado.Hoje, ele é o maior produtor de café Robusta no Brasil. Apesar de o Espírito Santo oferecer ótimos grãos Arábica, a região se tornou referência na tecnologia de produção da variedade Robusta, que é cada vez mais utilizado na composição dos melhores blends mundiais. As duas espécies de café representam aproximadamente 1/5 do café nacional e são cultivadas em altitudes de 700 a 1.000m. Devido aos investimentos feitos por produtores locais, o Espírito Santo ganhou destaque nas principais premiações de cafés especiais. O segredo está nas bebidas de sabor levemente adocicado com aroma caramelizado e acidez média que caracterizam a região.

Matas de minas

Aos pés do Pico da Bandeira a Matas de Minas se revela como uma das principais e tradicionais regiões brasileiras produtora de cafés finos. Com relevo acidentado e montanhoso e altitudes de cultivo de até 1.100 metros, tem clima tropical quente, úmido e chuvoso e temperaturas médias de 18° a 25°C. Condições favoráveis para a produção de cafés das espécies Arábica e Robusta. É uma região desenvolvida por pequenos produtores. Ano após ano ganha destaque na produção de cafés de qualidade, tanto no preparo por método Natural, quanto no excelente método Cereja Descascada.

mogiana paulista

No interior de São Paulo, próxima à divisa com Minas Gerais, fica uma das mais tradicionais produtoras brasileiras de café: a região Mogiana. Franca, Mococa, Batatais e Altinópolis são algumas das cidades que compõem essa região cafeeira. Com altitudes de 900 a 1050 metros e temperatura média anual de 20°C, a região tem um clima propício para esse tipo de cultivo. Por outro lado, o solo arenoso pede adubações mais frequentes do que em outras áreas produtoras. A grande maioria das fazendas da Mogiana Paulista são pequenas propriedades que contam com ótima infraestrutura para produzir. Fácil acesso à tecnologia, mão de obra qualificada e boas rodovias são alguns exemplos. O resultado dessa combinação são cafés Arábica em grande escala, com características encorpadas e um sabor adocicado.

Norte do Paraná

Durante a colonização dos estados brasileiros no século XX, São Paulo passou a cobrar impostos pelos novos pés de cafés plantados em seu território. Isso fez com que diversos produtores migrassem para o Norte do Paraná, um estado com as condições de clima e solo ideais para a produção do café de alta qualidade. Esta produção foi fundamental para a estabilização das atividades econômicas da região – comprovada pela vinda de uma grande quantidade de imigrantes, construção de ferrovias e o surgimento de cerca de 200 novas cidades durante o período. Com altitudes de mais de 600 metros, as plantações da região produzem somente a variedade Arábica da planta nas formas de cereja natural e descascada. O resultado na xícara é uma bebida doce, com corpo acentuado, acidez cítrica e com aromas que vão do chocolate e caramelo aos florais cítricos e frutados.

Planalto da conquista

Foi no início da década de 1970 que a região de Vitória da Conquista foi delimitada pelos técnicos do extinto I.B.C. (Instituto Brasileiro do Café) como uma área de 300 mil hectares aptos ao plantio do café Arábica. Região com altitude entre 700 a 1.000m, com relevo de montanhas e vales. Tem clima tropical (com temperatura amena de 22°C) e inverno úmido. Com destaque para os cafés lavados, esta região produz cafés de aroma adocicado, acidez cítrica e médio corpo. As principais cidades que compõem esta região são Barra do Choça, Vitória da Conquista, Encruzilhada, Planalto, Poções e Nova Canaã.

Rondônia

Segundo maior estado produtor de café Robusta e localizado na Região Norte do Brasil, Rondônia tem clima equatorial, altitude média de 250 metros e temperaturas médias acima de 26°C. A produção de café está concentrada nas cidades de Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Jaru e Ariquemes. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café robusta, com uma área de 165 mil hectares e produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café Robusta (variedade Conillon).

Sul de Minas Gerais

A cada ano, cerca de 10 milhões de sacas de café saem do Sul de Minas Gerais para serem consumidos no Brasil e em diversos países. Esse volume fez da região a maior produtora de café no mundo. Sua área total de cultivo chega a 500.000 hectares. O tipo de grão cultivado no Sul de Minas é o Arábica e algumas das principais cidades produtoras são Varginha, Três Pontas, Passos, Três Corações, Poços de Caldas, Alfenas e Guaxupé. A região apresenta serras e montanhas, com altitudes entre 850 e 1250 metros. o cultivo em altitudes elevadas somado ao clima ameno contribui para uma bebida diferenciada. Caracterizado por uma certa doçura, aroma frutado e leve acidez, o café do Sul de Minas é encorpado e traz um toque de sofisticação em seu sabor.

As transformações do café

O café sofre diversas transformações que determinam o nível de qualidade, o sabor, o aroma e todas as características importantes para uma boa bebida na xícara.
São vários processos que vão desde a preparação do solo aos cuidados com a lavoura, colheita, seca, beneficiamento, torra, moagem e envase, que devem ser cuidadosamente controlados para manter a qualidade do grão.

Os métodos de beneficiamento

Uma vez que o fruto maduro do café é colhido, ele passa pelo beneficiamento, que é o processo que vai desde a limpeza à secagem dos grãos de café.

No Brasil, são utilizados os métodos de beneficiamento a seguir:

Natural

O café seca inteiro, com todas as suas estruturas de casca e polpa. O resultado é um café mais doce e frutado.

Honey

O fruto do café é descascado e seco, com sua polpa. O resultado é um café doce e equilibrado. Existem variações do processamento honey como black honey e red honey.

Cereja descascada

O fruto do café é descascado e despolpado antes da secagem. O resultado é um café com corpo e doçura equilibrados

Fermentado

O fruto do café é descascado e fermentado através da ação de leveduras, que consomem o açúcar presente na polpa. O resultado é um café mais ácido e complexo.

A ETAPA DA TORRA

A torra ideal revela todo o potencial do café, o perfil de torra é a combinação de dois fatores: tempo e temperatura, influenciando diretamente a qualidade da bebida. No processo de torra as moléculas de proteínas são quebradas, amidos viram açúcares, e a cafeína é uma das poucas que permanece intacta durante a torra, já que é resistente ao calor.

Este processo expõe o grão a temperaturas entre 180°C a 240°C, por um período de 7 a 15 minutos, dependendo do perfil do café. No caso dos produtos TRES® este tempo não ultrapassa 12 minutos.

A torra clara valoriza acidez e aromas delicados, apresenta baixo amargor e corpo leve, a torra média valoriza equilíbrio entre doçura, acidez, amargor e corpo. Já a torra escura apresenta baixa acidez e amargor presente. Uma torra muito escura pode queimar o café.

Etapa da moagem

A moagem é um estágio crucial no processamento do café. Para passar do grão torrado ao pó, é preciso fazer a moagem. Nessa etapa, o tamanho das partículas nas quais o café é triturado irá influenciar diretamente no preparo e sabor da bebida final.

O grau de moagem ajuda a determinar o sabor, quanto mais fina a moagem, mais lenta é a passagem da água pelo pó e mais amargo é o sabor.

Conheça os tipos de moagem.

 

EXTRA FINA OU PULVERIZADA

A mais fina das moagens, muito utilizada em métodos como o café turco, que dispensa o uso de filtros.

FINA PARA MÉDIA

Este tipo de moagem é indicado para cafés filtrados, preparados com coadores de papel ou de pano.

MÉDIA

Indicada para extrair deliciosos espressos.

GROSSA

Esta moagem é ideal para Prensa Francesa e percoladores, onde a água permanece mais tempo em contato com o pó de café.

Notas de sabor

É através do olfato e do paladar que as características específicas de cada bebida são identificadas.

Todo grão traz dentro de si uma coleção de aromas e sabores que podem ser percebidos no momento da degustação. E muitos deles se assemelham a gostos bastante conhecidos do nosso paladar.

Veja alguns exemplos de notas percebidas nos cafés da TRES®: FRUTADO, TORRADAS, AVELÃ, NOZES, CARAMELO, CHOCOLATE.

Intensidade

A intensidade de um café é determinada através de um conjunto de fatores como origem, variedade, beneficiamento, método de preparo e principalmente a torra e é percebida através da potência de seu sabor.

Ela não é um fator determinante para a qualidade de um café. Todo café de qualidade pode ser mais ou menos intenso. Cada pessoa tem um gosto e preferências particulares e diferentes momentos do dia podem pedir também características distintas em sua bebida.

OS BLENDS DE CAFÉ

Blend, na tradução livre, significa “mistura” ou seja, uma combinação de diferentes grãos de café e que tem o objetivo de criar novas características, sabores e aromas dentro da xícara. Um blend pode ser de cafés de espécies diferentes (o ARÁBICA e/ou ROBUSTA), de variedades diferentes (Exemplo: Bourbon Amarelo e Catuaí), de processamento (exemplo: natural ou cereja descascada) ou de Regiões diferentes (Exemplo: Cerrado Mineiro e Sul de Minas). Cada um vai resultar em um produto final diferenciado e delicioso. Os grãos Arábica (doçura e aroma marcantes), por exemplo, se transformam em uma bebida muito mais encorpada, com sabor e aromas mais intensos quando combinados com o Robusta As cápsulas de cafés Espressos e Filtrados TRES® oferecem diversos blends com grãos Arábica e Robusta da Mogiana Paulista, Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Espírito Santo.

Os profissionais do café

Os profissionais do Café Para um café desenvolver toda a sua qualidade é necessário o trabalho de diversos profissionais ao longo de toda a sua cadeia. Cada atuação individual é importante pois o café é extremamente sensível e exige dedicação em todas as suas etapas de produção e preparo.

Produtores

São os responsáveis por preparar o solo, escolher a melhor variedade, cuidar da lavoura, combater pragas, preparar e realizar a colheita e todo o processo do beneficiamento. O trabalho do produtor é intenso e é ele é o grande responsável pela qualidade do café.

classificador/degustador

É o responsável por avaliar e classificar o café por tipo e bebida. Também é o responsável pela preparação dos blends que irão surpreender seu paladar nos mais diversos perfis de sabor e aroma.

Mestre de torra

É o responsável desenvolver todo o potencial de sabor e aroma do café através da torra. Cada café exige um perfil diferente de torra e o mestre de torra é quem determina o tempo e a temperatura que cada café ficará no torrador, garantindo a qualidade da bebida final.

barista

O Barista entende e conhece todos os aspectos do café, dentro e fora da xícara. Ele é responsável por preparar a bebida em diversos métodos, além de receitas, harmonizações e deliciosas experiências com a bebida.

A TECNOLOGIA DAS CÁPSULAS TRES®

A solução TRES garante a combinação perfeita entre máquina e cápsula, combinadas à temperatura, pressão e volume ideal para cada bebida – seja um espresso, filtrado, chás naturais ou bebidas cremosas.

1: Base  2: Difusor inferior (controla a pressão do preparo)   3: Bebida (pode ser o pó do café, chás, chocolate quente etc.  4: Difusor superior (garante a entrada da água em toda a cápsula)   5: Tampa (protege o conteúdo da cápsula)

As cápsulas de café espresso da TRES® possuem 8g de café

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